Nem tudo que custa muito dinheiro é caro…

   Um bem material que é caro para mim pode ser barato para você, e não digo isso porque você tem muito dinheiro e eu não. Quando avaliamos se algo é caro ou barato temos que ir muito além de simplesmente avaliar o preço final do produto, eu particularmente me baseio em duas perguntas simples cada vez que considero comprar algo que irá impactar no meu orçamento e consequentemente na minha IF:

  1) O quê eu vou poder fazer com essa “coisa” que eu não consigo fazer hoje?

  2) Com qual frequência eu vou utilizar essa “coisa” no meu dia a dia?

 Através dessas duas perguntas eu avalio se o bem que prendo gastar meu suado dinheirinho é caro ou não, note que não utilizei o termo “está caro” pois não acredito em promoções, devemos comprar coisas por necessidade ou simplesmente satisfação pessoal e não porque o comércio nos empurra goela abaixo promoções e descontos “imperdíveis”.

  As quatro respostas possíveis para as perguntas acima são:

   A) BARATO: Poderei fazer muitas coisas que não consigo atualmente e usarei o produto  quase que diariamente.
   Esse é o famoso “bom negócio”, pense em um produto que você usa todo santo dia e ainda hoje consegue dizer “que bom que gastei dinheiro com isso”. Não necessariamente são coisas que você pagou barato mas também coisas caras e que são de grande utilidade, normalmente estamos cercados por elas e nem percebemos. No meu caso posso citar desde uma panela anti-aderente que faço omelete todas as manhãs até uma máquina de sous-vide que comprei recentemente e uso quase todo dia p cozinhar. Já notou que como todo gordinho gosto de cozinhar, caso também goste e não saiba oque é sous-vide sugiro pesquisar.

   B) CARO MAS NECESSÁRIO: Poderei fazer muitas coisas que não consigo atualmente, porém será utilizado de forma inconstante ou mesmo uma única vez.
   Essa categoria é o principal motivo que todo mundo deve ter um fundo de emergência. São por exemplo coisas que quebram e precisam ser consertadas ou mesmo substituídas. Gastos não programados que não podem ser evitados e adiados, com certeza a categoria que mais odeio porque geralmente não trazem o prazer em gastar aquele dinheiro. Mês passado fui obrigado a trocar todos os pneus do carro porque estavam literalmente esfarelando depois de rodar 4 anos no calor do deserto. As ranhuras ainda estavam boas mas a borracha ressecou e trincou, nunca tinha visto isso antes. Doeu no bolso ter que trocar todos de uma vez, felizmente espero vender o carro no final do ano em preparação para a minha mudança de país e para a minha nova vida pós IF (que não irá incluir um carro se tudo der certo, escrevi sobre isso no meu artigo anterior “As 5 coisas que não comprarei quando for milionário…”)
 

   C)  BARATO MAS DESNECESSÁRIO: Não farei quase nada de novo que já não possa fazer hoje, porém usarei o produto constantemente.
  Esse é o famoso gasto supérfluo do dia a dia, pode facilmente ser cortado do orçamento mas quase não fará diferença. No meu caso é tomar um café com os amigos no “coffeeshop” da esquina, vou quase todos os dias e às vezes até sozinho. Custa menos que 10 reais, poderia tomar o mesmo café em casa porém é uma desculpa para sair de casa e encontrar as pessoas.

   D) CARO: Não farei quase nada de novo que já não possa fazer hoje e usarei o produto de forma inconstante ou mesmo uma única vez.
  Chegamos ao desperdício. Sempre gostei de consertar coisas em casa, já passei por várias fases as quais me dediquei desde trabalhos em madeira até consertar meu próprio carro. E como qualquer trabalho manual ter a ferramenta certa é absolutamente imprescindível, sem ela não é possível realizar tal tarefa. E não foram raras as vezes que fui à loja de ferragem e comprei uma ferramenta só p ser utilizada uma única vez, seja uma chave de fenda especial até uma serra elétrica. Me dá um certo peso na consciência cada vez que faço isso mas o prazer de aprender uma nova habilidade e ver o trabalho finalizado de certa forma "compensam" o gasto. Hobbies geralmente entram nesta categoria, felizmente ou infelizmente não tenho tido mais tempo para nenhum hobby então acabo economizado com coisas caras.






   Recentemente apliquei a técnica acima para me convencer em não trocar meu iPhone 7 Plus por um iPhone X, apesar da tentação fiz as duas perguntas acima e descobri que cairia em uma zona meio nebulosa em que apesar de utilizar o produto todo santo dia, não poderia fazer nada de novo que já não pudesse fazer com o meu telefone antigo. Aí tentei explicar para mim mesmo que talvez fosse um hobby e que o gasto era justificado. Felizmente estava em uma época bem ruim no trabalho que me fez lembrar que se gastasse aquele dinheiro estaria apenas prolongando meu “sofrimento” nesse estilo de vida que abomino. Como mágica a vontade de trocar o telefone sumiu e não voltou mais. Continuo sendo um “Apple Maníaco” mas de agora em diante pretendo trocar o telefona no mínimo a cada 2 ou 3 anos, e se tiver muita força de vontade não será o ultimo modelo.

Sr. IF365