Missão Bali - Parte I

   Conforme planejado as férias finalmente chegaram e eu fui a campo conferir o lugar que pretendo me mudar após atingir minha independência financeira, Bali na Indonésia.  Para que meu blog não vire um roteiro de viagem vou focar apenas no que diz respeito à uma possível mudança para esse país e como isso impactaria meu custo e qualidade de vida caso realmente venha morar aqui apartir de maio do próximo ano.

   Para quem já mora no “fim do mundo” (Oriente Médio) a viagem até Bali dura pouco mais que 9 horas, mas olhando no mapa é praticamente do outro lado do globo para quem vem do Brasil, a distância juntamente com o fuso horário inviabiliza completamente manter um contato mais próximo com os familiares mesmo por FaceTime, desde que cheguei ando me comunicando pouco com meus pais uma vez que quando acordo todos já estão dormindo e quando vou dormir estão todos acordando no Brasil. Isso já é algo a se considerar, os laços com a pátria mãe irão inevitavelmente se enfraquece consideravelmente ao longo do tempo.

  Apesar de já conhecer Bali essa foi a primeira vez que fico na região de Canggu, do aeroporto até o hotel foi uma viagem de pouco mais de uma hora devido ao trânsito e me custou R$35, o custo do táxi por aqui é bem baixo e só me deixou mais animado a me livrar do carro que possuo e nunca mais comprar outro. Chegamos no começo da noite ao apartamento que aluguei pelo AirBnB, morando em um país muçulmano que proíbe a venda de álcool logo de cara já fiquei fascinado com a vida noturna do local, bares e restaurantes por todos os lados, coisa que no Brasil já estamos acostumados mas só sentimos falta a hora que “tiram” isso da gente. Se por um lado essa agitação toda é boa também constitui um perigo para minha independência financeira e planos de recuperar a forma física, não resistimos e já “caímos” para um boteco chamado Old Man’s  que estava “bombando”, a entrada era grátis mas os preços lá dentro já não foram tão amigáveis (fora a cereja local que custa R$6 a garrafa long neck). Comemos uns petiscos, tomamos uns drinks e cervejas depois voltamos para o apartamento.






   Dia seguinte comecei finalmente a pesquisa de campo, minha namorada (que é local) já foi logo cedo comprar o café da manhã na esquina, voltou com a comida típica da ilha que é arroz, vegetais e porco... além de uns bolinhos fritos, tudo por R$3,20! Mais para o fim da manhã decidimos ir explorar a praia, depois de uma caminhada de meia hora já deu para ter uma boa idéia do que esperar quando se mora por aqui. Se você for surfista não pense duas vezes, é o paraíso dos praticantes desse esporte! Me bateu até uma empolgarão de voltar a surfar, nunca fui bom nisso mas quando mais jovem conseguia ficar ao menos de pé em uma prancha. Por enquanto me contendo com logas caminhadas que poderei fazer no começo e ao final de cada dia, a areia não é nem muito fofa e nem muito dura ideal para a prática desse tipo de exercício. Conforme caminhamos mais um pouco apareceu mais um inimigo da IF, a praia possui diversos “beach clubs” onde apesar de não cobrar entrada exige consumação mínima, assim como a balada do dia anterior não resistimos conhecer o lugar, os preços lá dentro são menos amigáveis ainda. Passamos o dia curtindo piscina, drinks e uns petiscos locais. No final da tarde voltamos andando até o apartamento, a praia estava repleta de locais e gente sentada na areia apreciando o por do sol.

   Foi um dia interessante mas não me vejo fazendo isso diariamente, já estou velho para ficar em baladas ou bares, daqui pra frente quero ver se consigo entrar nos eixos e acordar cedo para ir caminhar na praia antes do café da manhã, o difícil vai ser convencer a preguiçosa da mulher a fazer o mesmo!rs

Sr IF365

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