Aprimorando a estratégia de investimentos em FIIs…

   Depois da mudança radical na estratégia de investimento onde optei por resgatar grande parte do Tesouro Direto IPCA2050 para reinvestir em FIIs (você pode ler a respeito AQUI) agora decidi fazer um aprimoramento da nova estratégia priorizando novos aportes em FIIs de papel. Ainda permanecerei com os mesmos objetivos de distribuição da carteira que será composta por 75% de FIIs, 10% TD IPCA 2050, 10% ações e 5% em moeda estrangeira. Dentro da classe de Fundos Imobiliários atualmente diversifico entre 7 tipos de ativos (totalizando 31 fundos) e quatro desses fundos são de papel, apesar de não serem os meus favoritos (pois gosto mesmo é de fundos de tijolo) decidi que por acreditar que as taxas de juros não irão mais cair, possa ser uma boa ideia priorizar os aportes nesse tipo de FII de papel.





   Normalmente FIIs possuem uma relação inversa com o movimento das taxas de juros, note que conforme os juros despencaram nos últimos anos os preços dos FIIs de tijolo (aqueles que investem em imóveis físicos) subiram como um foguete, já os FIIs de papel (aqueles que investem em títulos de dívida imobiliária) caíram junto com os juros. Não vou entrar em detalhes da dinâmica econômica que explica essa relação FIIs vs taxa de juros mas você pode ler um excelente artigo sobre isso AQUI.


   Como disse não vejo mais espaço para que as taxas de juros brasileira continuem caindo e a tendência é que se mantenham nesse patamar por mais um tempo e depois voltem a subir, infelizmente minha bola de cristal está quebrada e por isso não farei movimentos bruscos com o meu patrimônio tentando acertar o futuro. Mas nada impede de me antecipar a essa possível reversão de alta dos juros e quem sabe tirar proveito da valorização dos fundos de papel caso as taxas de juros realmente voltem a subir, na verdade o objetivo principal nem é engordar o bolso e sim tentar diminuir o "prejuízo" que terei quando os FIIs de tijolo despencarem conforme os juros subirem.


   Para isso a estratégia é priorizar os aportes em FIIs de papel, atualmente possuo quatro fundos de papel em minha carteira e desde o mês passado a maior parte do dinheiro novo que entra é direcionado para esses fundos. Ainda para dar uma turbinada na estratégia eu optei por aumentar um pouco a participação dos fundos de papel no meu objetivo final da carteira de FIIs, já fiz um post de como coloco “pesos” diferentes para cada classe de fundo imobiliário (você pode ler AQUI) e o objetivo final relativo aos fundos de papel subiu para em torno de R$400k.


   Não faço recomendação de investimento mas aqui no blog do Sr.IF365 a gente “mata a cobra e mostra o pau”, então segue um print da minha planilha demonstrando ao que já foi investido até agora em fundos de papel e o quanto falta para atingir o objetivo final:


Exemplo, BCRI já investi R$19.689,15 e ainda falta investir R$81.408,15 para atingir o objetivo.




   Fundos de papel passam longe de serem os meus favoritos, gosto de saber que meu dinheiro está aplicado em “arei, cimento e tijolos”, mas já faz um tempo que procurava algum tipo de investimento que fosse afetado de forma diretamente proporcional a uma eventual elevação dos juros e que ao mesmo tempo gerasse renda passiva. Os FIIs de papel atendem muito bem essas duas necessidades e são a minha aposta para o futuro próximo, ao mesmo tempo que continuarei mantendo o meu nível de renda passiva as cotas irão valorizar caso a SELIC volte a subir. Se estou certo ou errado só o tempo dirá...


Sr. IF365

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