Regra dos 15%…

   Se você está envolvido na busca pela independência financeira e aposentadoria antecipada tenho certeza de que já ouviu falar da famosa “regra dos 4%”, caso não saiba o que é sugiro ler o excelente artigo que o AA40 escreveu a respeito AQUI



. Apesar de achar essa “regra dos 4%" interessante eu nunca me senti confortável em ter que sacar dinheiro diretamente do patrimônio bruto, por isso desde o começo da minha busca pela IF planejei que investiria em ativos geradores de renda recorrente e viveria apenas do dinheiro que entrasse na conta sem nunca ter que sacar qualquer valor diretamente do patrimônio acumulado. Então se você olhar o meu fechamento de abril irá ver que a renda passiva foi de pouco mais de R$9 mil, então em maio eu viveria com até 9 mil reais. Já no fechamento de maio entrou aproximadamente R$13.500 de renda passiva, dessa forma para julho eu teria disponível esse valor para gastar. Eventualmente a renda passiva irá se estabilizar mas sempre terei meses com mais ou menos dinheiro devido ao pagamento de dividendos das ações que compõe 10% do meu patrimônio, mas de certa forma a base sempre será formada pelos cupons do Tesouro IPCA 2050 e pelos FIIs.





   Então uma vez definido a origem da renda passei a pensar como irie viver dela já que não pretendo utilizar a “regra dos 4%”, preciso de uma maneira relativamente segura que garanta a perpetuidade do patrimônio frente a inflação mas que também me tire dessa minha inércia de guardar todo dinheiro que sobra, hoje guardo praticamente tudo o que não gastei durante o mês para viver e se eu continuar assim permanecerei na neura de fazer o patrimônio crescer mas morrerei sem ter aproveitado a vida. Foi então que me deparei com a “regra dos 15%”, você já ouviu falar nela? Aposto que não pois eu acabei de inventar!rs Basicamente é um método infalível que irá permitir você desfrutar confortavelmente da sua independência financeira e ao mesmo tempo criar um colchão de segurança contra a inflação e gastos excessivos, gostou? Então clique AQUI para comprar o e-book do SrIF365 e saiba como adquirir essa maravilha! E para quem comprar agora vai levar um segundo e-book do SrIF365 totalmente grátis…

   Chega de piada m3rd@ e vamos falar sério, essa regra dos 15% me veio em mente ontem à noite e acredito que seja sim um método eficaz de administrar minha renda passiva de forma prática e ao mesmo tempo relativamente seguro contra os gastos excessivos e inflação, sendo que também irá me tirar dessa “inércia poupadora” me forçando à aproveitar melhor a vida não sendo tão muquirana e reinvestindo tudo que sobra. O princípio é bem simples, considerando que minha renda passiva é superior aos meus gastos mensais, caso não fosse nem estaria cogitando parar de trabalhar, basta reinvestir 15% dos gastos relativos ao mês anterior, simples assim. Vou dar um exemplo prático, lembre-se que a renda passiva a obtida no mês anterior será usada nos gastos do mês seguinte, digamos que em janeiro eu gastei 7 mil reais e a renda passiva foi de 15 mil. Então em fevereiro eu necessariamente irei aportar R$1.050 (15% de 7 mil), sobrarão R$13.950 para viver em fevereiro (15 mil menos os R$1.050 reinvestidos). Já em fevereiro os gastos subiram e chegaram a 10 mil reais e a renda passiva caiu para 13 mil, então em março eu necessariamente irei aportar R$1.500 (15% de 10 mil) e sobrarão R$11.500 dos 13 mil iniciais. E assim sucessivamente… o gasto do mês anterior irá ditar o aporte do mês seguinte automaticamente limitando meus gastos conforme eles aumentam.

   Muito bonito SrIF365, mas nessa sua conta está sobrando dinheiro… em fevereiro os gastos foram de 10 mil reais e você tinha disponível R$13.950 onde foram parar os R$3.950? Esse é o segundo mecanismo que irá quebrar minha inércia de guardar muito dinheiro, normalmente esse valor voltaria para o bolo principal e faria o patrimônio crescer. Mas segundo minha estratégia esse dinheiro irá para um fundo separado, pode chamar de fundo de reserva, fundo de supérfluos ou o que você quiser desde que ele não se misture ao patrimônio principal uma vez que esse dinheiro é para ser gasto e não poupado. Colocarei todo mês em uma aplicação de alta liquidez e ficará disponível para viagens, presentes ou qualquer outro coisa que desejar gastar e que supere a renda passiva daquele mês. Conforme esse fundo cresce as possibilidades de aproveitar melhor a IF também irão crescendo, estimo que meus gastos mensais reais após me mudar para Bali fique na casa dos 7 a 8 mil reais por mês enquanto a renda passiva média fique na casa dos 15 mil, imagino que em pouquíssimo tempo mesmo sem trabalhar terei dinheiro suficiente para aproveitar muito mais a vida do que  do  jeito que ando aproveitando hoje em dia.

   Como acabei de dizer terei meses em que a renda passiva não será suficiente para cobrir todos os gastos como por exemplo durante uma viagem. Imagine que eu gastei R$16 mil e o disponível era R$13 mil, a diferença vai sair do fundo de alta liquidez e no próximo mês o aporte no principal será mais gordo R$2.400 (15% de 16 mil), automaticamente limitando meus gastos. Mas e se o dinheiro do fundo de reserva secar SrIF365? Como você irá manter a regra dos 15%? Aí entra a grande diferença entre eu e o governo brasileiro, irei obviamente reduzir os gastos e viver a vida com o dinheiro que tenho e não ficar me endividando. Como disse no começo, essa regra só funciona se a sua renda passiva é superior ao custo de vida, caso negativo não dá nem para pensar em parar de trabalhar.





   Essa regra não tem nenhum embasamento técnico e o valor arbitrário de 15% foi escolhido porque acho uma margem confortável frente à inflação e que não irá limitar exageradamente meus gastos. Devido a diferença grande entre minha renda passiva e meus gastos acredito que rapidamente irei formar o fundo de reserva e que irá permitir acompanhar a evolução da IF ao longo do tempo, caso ele continue crescendo é sinal de que tudo está indo bem, se ele começar a secar irá acender um luz vermelha de alerta (bem antes de eu precisar dilapidar o patrimônio principal) indicando que as finanças não andam como planejado, tudo isso baseado apenas em renda passiva e gastos sem ter que me preocupar com os altos e baixos da renda variável que irá influenciar no valor final do meu patrimônio.

   Duas últimas vantagens da “regra dos 15%”, a primeira é que esse método funciona independentemente da variação cambial, ou seja no meu caso que pretendo morar fora e continuar aplicando no Brasil se o câmbio subir a renda passiva irá cair e os gastos aumentarem me forçando assim aportar mais e limitando os gastos. A segunda vantagem desse método é que uma vez que o valor do reinvestimento é proporcional aos gastos a inflação do local onde eu estarei vivendo é automaticamente compensada independentemente de onde o dinheiro estiver investido, então vamos dizer que eu esteja vivendo na Indonésia e o preço dos produtos que costumo consumir subam devido à inflação elevada, ora se eu gastei mais necessariamente terei que fazer um aporte maior mês seguinte, com mais dinheiro no bolo principal maior a renda passiva. Agora imagine que eu me mudei para Portugal e a taxa de inflação está baixa naquele momento, meus aportes continuarão estáveis porque meu custo de vida (gastos) também estarão. A inflação do Brasil é ignorada quase que por completo uma vez que não me interessa o preço da gasolina no país por exemplo, não adiante eu ficar me descabelando para compensar a inflação real tupiniquim se o que pesa no meu orçamento é o custo do aluguel na Indonésia.

   Como disse esse é um método criado por mim e não tem nenhum tipo de comprovação “científica”, o valor de 15% pode vir a ser ajustado quando eu finalmente colocar em prática após minha aposentadoria antecipada, talvez até diminua se começar a sobrar muito dinheiro na conta. Vou fazer a experiência por um tempo e futuramente posto os resultados aqui.

Achou algum furo na minha teoria? Comente aqui e me ajude aprimorá-la!


SrIF365

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