Hora de investir no mercado americano…

   Conforme a IF se aproxima já começa a mudar meu comportamento como investidor onde o objetivo até então era simplesmente acumular o máximo de patrimônio possível para gerar o máximo de renda passiva. Com o objetivo de renda passiva atingido e sem a possibilidade de continuar fazendo os aportes mensais monstruosos a partir de fevereiro quando deixarei meu emprego, o desafio agora é garantir a perpetuidade da Independência Financeira através do controle dos gastos e principalmente gerenciando os riscos, chegou finalmente a hora de colocar em prática o meu plano de diversificação no exterior, já tinha falado um pouco sobre esse assunto no post “Como pretendo investir após a IF” mas agora é pra valer e todo cuidado é pouco.





   Uma das perguntas que respondo com certa frequência aqui no blog é a respeito dos motivos que me levaram à investir praticamente todo o meu patrimônio no Brasil mesmo tendo planos de morar fora após a IF, ainda mais quando recebo salário em dólares. A resposta é simples, eu quero lucrar com o risco Brasil… poucos lugares no mundo oferecem o grau de risco/retorno que o nosso país oferece, ainda mais em se tratando de renda fixa. Querendo ou não estamos entre as 10 maiores economias do mundo e dizer que o Brasil vai acabar da noite para o dia ou mesmo virar uma ditadura bolivariana nunca entrou na minha cabeça, apesar de que uma possível reeleição petista chegou a me assustar. Outro motivo que me fez colocar todos os meus dólares no Brasil durante esses mais de 5 anos que estive fora foi a velha máxima de “ser cauteloso quando todos forem gananciosos e ganancioso quando todos forem cautelosos”, o país passou pela pior crise da sua história com a bolsa em baixa e o dólar nas alturas, então na condição de investidor “estrangeiro” que ainda acreditava no futuro do Brasil só me restou uma alternativa, tirar o máximo de proveito dos meus dólares valorizados para comprar ativos brasileiros baratos. Enfim, foi uma aposta! Aposta essa que só nos últimos dois meses me rendeu mais de 200 mil reais com a recuperação da bolsa brasileira, marcação à mercado do Tesouro Direto e recuperação tímida dos preços dos FIIs (esses eu ainda estou no prejuízo).


   Apesar dos aportes "cavalares" em reais, ainda sim fui obrigado a todo mês dedicar uma porcentagem do meu salário para um plano de “aposentadoria” em dólares aqui na empresa, ele é com co-participação e sendo assim é sempre bom negócio. No final me serviu para forçar uma certa diversificação no exterior e estimo que ao deixar meu emprego ele irá representar em torno de 15% do meu patrimônio, não fechei as contas mas devo receber pouco mais de USD85.000, e aí que começa meu desafio para investir esse dinheiro. A tentação de repatriar essa grana e turbinar a renda passiva em mais 2 mil reais por mês investindo tudo em FIIs é grande, mas já decidi que esses recursos irão virar reserva de emergência para caso de catástrofe, coisa do tipo “em caso de incêndio quebre o vidro” ou então um “para-quedas” caso o avião comece a despencar. Deixarei tudo fora do país, intocado e sem gerar renda passiva, apenas investido no mercado americano ao longo de décadas.


   Do dia para noite esse dinheiro será depositado na minha conta então para não ficar perdido já defini minha estratégia, essa semana abri uma conta na Drive Wealth (se alguém tiver algo de ruim para falar sobre essa corretora por gentileza me avise) e investirei da forma mais simples possível, ETFs. Não vou tentar adivinhas o “timing” do mercado americano mas não me agrada o gráfico da bolsa deles subindo a quase 10 anos, dessa forma farei um investimento inicial conservador onde 50% ficará em bonds, 25% em ações e 25% em REITs. Deixarei como está até o dia que a CNN começar a noticiar que o país enfrenta uma das suas maiores recessões de todos os tempos, aí sim esses 50% em bonds virarão renda variável. Não importa se isso vai levar meses, anos ou décadas, uma vez que a renda passiva gerada no Brasil é mais que suficiente para eu viver e reinvestir não tenho a menor pressa. Ainda como parte do plano os reinvestimentos serão sempre divididos entre Brasil e Estados Unidos (seguindo a proporção mencionada acima).


   Uma vez definida a estratégia faltou escolher os ETFs, optei por três fundos da Vanguard que oferece as menores taxas de administração do mercado. São eles VGSH (Bond ETF), VOO (S&P500 ETF) e VNQ (REITs ETF). Dessa forma fico diversificado nos três principais seguimentos do mercado americano esperando uma crise apocalíptica que traga as bolsa de lá para patamares mais interessantes.


   Obviamente daqui para frente os aportes serão bastante módicos, mas acredito que fazendo investimentos regulares no exterior e deixando tudo rendendo ao longo do tempo talvez dentro de uns 10 anos comece a virar um valor que faça diferença no meu patrimônio e me traga uma certar segurança para finalmente poder dizer que uma falência do estado brasileiro não me assusta mais. Vamos ver…


Sr.IF365



***ATUALIZAÇÃO 18.01.19***

   Segue abaixo dois vídeos interessantes explicando como investir nos Estados Unidos, tem bastante informação importante:




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